Por que troquei o carro pela bicicleta em Curitiba
Depois de três anos de pedais diários, conto os perrengues, os ganhos e o que ninguém te conta sobre morar numa cidade plana demais para ser verdade.
Tem uma coisa que ninguém me avisou antes de trocar o carro pela bicicleta. Ninguém disse que eu ia sentir falta do silêncio do carro. Não do conforto, do ar-condicionado, do rádio. Do silêncio. No carro, você está dentro. Na bicicleta, você está no meio. E no meio, escuta tudo — o motor do ônibus, a briga do casal na calçada, o vendedor gritando. Foi a primeira coisa que percebi, e talvez a mais importante.